Claudia Kodja, sócia da Kodja Informação e Investimento 

“O equilíbrio da economia e a estabilidade do mercado em 2018 dependerá do equacionamento da questão fiscal brasileira e do ritmo da campanha a eleição presidencial. Embora pareça clara a importância da Reforma do Sistema Previdenciário para o reequilíbrio das contas públicas, a falta de credibilidade do governo dificulta a sua aprovação ou levará a aprovação de um modelo reduzido e insuficiente. Mantidas as condições do mercado externo e as iniciativas de reequilíbrio das contas públicas, o Brasil poderá crescer entre 0,6% a 1,2%. No entanto, a incapacidade e a falta de pudor de parte da administração pública brasileira são componentes históricos e paralisantes em nossa história. Sem que se consiga estabelecer um fluxo constante de entrega dos investimentos necessários para o desenvolvimento sustentado do país, continuaremos recorrendo a modelos de crescimento centrados no aumento do consumo, com baixíssimo desempenho do setor produtivo e enormes restrições ao equilíbrio da oferta”.

Roberto Luís Troster, foi economista chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), consultor do Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI)

“Minha fantasia é que a cidadania comece a pensar em um projeto de futuro do Brasil e, depois, no executor desse projeto. O país não pode mais ficar refém de planos elaborados em Brasília em dissonância com o resto do país”.

 Marcel Solimeo, economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)

“Acredito que a economia vá crescer mais em 2018 do que neste ano de 2017, mas com a utilização de capacidade ociosa. Os investimentos, que são a base para o crescimento sustentado, deverão ficar para depois de definido o quadro eleitoral ou a eleição”.

 Ulisses Ruiz de Gamboa, Economista da ACSP e ex-Consultor do Banco Mundial

“A perspectiva para 2018 é de crescimento econômico mais robusto, porém com inflação baixa. Os motores do crescimento, pelo lado da demanda continuarão a ser o consumo das famílias e as exportações. Pelo lado da produção continuaria a recuperação da indústria, com crescimento mais moderado da agropecuária e retomada dos serviços, na medida em que o desemprego continue diminuindo. O ponto preocupante continuará sendo o setor público, embora o rombo fiscal possa ser atenuado pela recuperação da atividade econômica, que fará crescer a arrecadação”.

Adhemar Reis Filho, economista e diretor da Fatec

“Infelizmente não estou muito otimista com a economia do país em 2018. É preciso lembrar que no próximo ano haverá eleição presidencial. Não vejo nenhum pré ou possível candidato capaz de apresentar um plano para rápida reconstrução econômica deste país. Na verdade, só vejo oportunistas. Se não surgir um candidato, ou melhor, um estadista, capaz de oferecer à sociedade brasileira um New Deal, como fez o presidente Roosevelt nos Estados Unidos, acho pouco provável que os indicadores macroeconômicos melhorem substancialmente, no curto prazo”.

Share This